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Crônica

Amor, meu grande amor

Todo amor que houver nessa vida. Longe do cafona, do meloso. Falemos da sobriedade do poder imenso. Falar tão sério sobre, tão consciente da certeza sólida de toda manhã, que ao final flertaremos com o sublime. A reação em cadeia que não tem sentido tentar identificar o começo, porque há o constante chamamento à embriaguez, ao rodopio, e seria fácil perder o fio da meada. A loucurinha do tempo que ora se expande, fica absurdo e modorrento, ora se comprime de dar dó, de ser sacanagem não poder controlar, dirigir aquele curta-metragem sobre seus olhos a uma boca de distância dos meus. A sobriedade do poder imenso que há nisso aqui, nessa coisa que ou está mesmo dentro da gente, ou é meio segunda pele com autoaplicação de demãos de seja lá qual for a cor desse negócio. A aventura que é caminhar por aí, cumprimentar pessoas e colocar o lixo para fora e pegar ônibus lotados, tudo isso levando comigo algo com vocação de arma termonuclear que não vai explodir jamais, mas que dá um prazer sem-vergonha só de pensar que poderia e seria lindo pra caramba.

Tags : amordia dos namoradospaixãovalentine

The author Marcos Marciano

Marcos Marciano é um ser humano amador. Formou-se em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais, lê livros por esporte e escreve por falta de vergonha na cara. Ainda não sabe por que a Débora resolveu se casar com ele.